Acordo vale para planta de Taubaté, fechada em 2019. Ford também decidiu pelo fechamento de fábrica na Bahia e Ceará. Unidade paulista tinha 53 anos de história e já chegou a produzir motor para Ford Mustang
O empregado demitido pela Ford vai receber, no mínimo, R$ 130 mil de indenização. É o que a marca concordou após acordo com os trabalhadores através do Plano de Demissão Incentivada (PDI) proposto pela montadora. A decisão vale para a planta de Taubaté (SP) após o fechamento da fábrica. Em janeiro, a Ford anunciou o encerramento das atividades de produção em todo o Brasil.
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O acordo foi firmado nessa terça (06) após 25 reuniões de negociação entre a Ford e o Sindmetau (Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região). Além das verbas rescisórias legais, a montadora vai pagar entre um e dois salários por ano trabalhado na fábrica – a depender da categoria do empregado (horista ou mensalista) -, sendo garantido o pagamento mínimo de R$ 130 mil em indenização por funcionário. Valerá a condição mais vantajosa ao trabalhador.
A votação foi realizada na fábrica, por meio de cédulas. Foram registrados 630 votos, sendo 336 favoráveis (55,33%) e 291 contrários (46,21%), com 2 votos em branco (0,31%) e 1 nulo (0,15%). A indenização é uma compensação aos trabalhadores pelo encerramento das atividades da Ford em Taubaté.
Segundo o Sindmetau, aproximadamente 800 pessoas trabalham na fábrica da Ford em Taubaté. A planta era destinada a produção de motores e transmissões. O plano prevê ainda que a montadora vai promover requalificação profissional dos demitidos através de cursos para requalificação. recolocação no mercado de trabalho. O aporte será de 700 reais por empregado horista efetivamente desligado.
A fábrica da Ford em Taubaté vai seguir em atividades até o próximo dia 16 de abril. O objetivo é produzir peças para reposição. O encerramento definitivo está previsto para o fim de julho.
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A Ford anunciou em janeiro deste ano a decisão de encerrar a produção da montadora no Brasil. Com a decisão, foram fechadas as plantas de Taubaté (SP), Camaçari (BA) e Horizonte (CE). Em São Paulo, sindicato e trabalhadores iniciaram então uma intensa mobilização para tentar reverter a posição da empresa.
Essa mobilização contou com ações locais como a vigília 24 horas na porta da fábrica, carreatas e protestos, entre eles a exposição dos uniformes dos trabalhadores na portaria da empresa, simbolizando cada família atingida pela saída da Ford.
Em abril de 2018, a Ford comemorou 50 anos da planta de Taubaté com direito a festa e tudo mais. Naquele mesmo mês, a marca começou a produção local do motor 1.5 Ti-VCT Flex de três cilindros e da transmissão manual MX65.
Ao longo da história, já chegou a fornecer motores para o Mustang nos Estados Unidos e para o Focus montado na Europa, além de vários modelos de sucesso produzidos no Brasil e América do Sul. Entre eles, Maverick, F-1000, Escort, Fiesta, Ka, Focus e EcoSport.
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