Com o preço do veículo zero quilômetro nas alturas e o crédito escasso, indústria e governo vão trabalhar juntos para desenvolver um carro popular mais acessível. Nessa aposta de um modelo mais barato, o uso de motores a etanol volta a ser uma da alternativas.
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É o que declarou a diretora do Departamento de Desenvolvimento da Indústria de Alta-Média Complexidade Tecnológica do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Margarete Gandini, . Durante o 4º Encontro da Indústria de Autopeças em São Paulo. Ela confirmou que o governo está estudando as condições para permitir a entrada de veículos mais baratos no país.
O objetivo é aumentar a produção e as vendas de carros, além de torná-los mais acessíveis para a população. A diretora disse que os estudos estão em andamento, mas ainda não há decisões definitivas. Uma das ideias em consideração é produzir carros que emitem menos CO2, talvez movidos a etanol para ajudar na descarbonização do país.
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“Estamos tentando juntar alguns elementos. E consultamos as montadoras sobre alguns pontos. Mas, por ora, a indústria ainda não está participando. Embora o tema esteja em discussão, é preciso conseguir uma modelagem factível, e não conseguimos fechá-la ainda, mas estamos fazendo simulações internas para ver o que é possível. As emissões de CO2 são parte fundamental deste projeto. Enquanto não se chegar a isto, não existe um projeto”, declarou Gandini em entrevista à imprensa.
Segundo a pasta, um dos problemas a serem resolvidos é reduzir a ociosidade na indústria automotiva brasileira, que atualmente opera com 47% da capacidade. Óbvio, isso passa por aumentar o consumo interno e exportação. Uma das soluções sugeridas é expandir o programa Renovar, que atualmente se aplica apenas a caminhões, para incluir carros, incentivando a troca de veículos com mais de 10 anos e a reciclagem deles.
Vários projetos estão em análise, incluindo a possibilidade de desenvolver um carro mais barato. Mais informações devem ser divulgadas nos próximos meses, à medida que o governo finalizar a proposta de expansão do Renovar e definir as novas regras do Rota 2030, que serão anunciadas em junho.
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