Jipe russo deixou clientes reclamando de quebras e falta de manutenção, e outros, fanáticos, em comunidades sociais, como os Camaradas do Lada Niva.
Por Roberto Nasser
Coluna De Carro por Aí
Sucesso no Brasil à abertura das importações, foi-se em anunciada fuga do importador. Deixou clientes reclamando de quebras e falta de manutenção, e outros, fanáticos, em comunidades sociais, como os Camaradas do Niva.
Anedota de automóveis diz, os Jaguar são os melhores carros do mundo – quando funcionam … Vale para os Niva, fazendo-o com conforto e surpreendente capacidade de vencer dificuldades, como andar com água a 60 cm, neve com 1m em altura. Niva em russo significa Campo, apropriado.
História
Exceto mercado brasileiro está presente em 150 países e surgiu por iniciativa do Partido Comunista. Ao início dos anos ’70 o projetista Vladimir Sergeivich e o designer Valery Semushkine traçaram o conceito. A ida da Fiat para a então União Soviética facilitou trabalhos fornecendo componentes, desde a base do modelo 127 – no Brasil evoluído para 147 -, motor e transmissão do modelo 124, e agregando as modificações, como suspensão, diferencial dianteiro e central gerindo a tração permanente nas 4 rodas. Projeto definitivo foi apresentado no XXV Congresso do Partido em fevereiro de 1976 e a produção determinada para a estatal AutoVAZ em Togliattigrado, onde se fabricavam os Lada sedã e SW. Era o VAZ 2121. Àquele tempo na URSS não havia provocação de marketing capitalista, e ante a incapacidade estatal em atender aos interessados, qualquer produto rodante era sucesso.
Projeto bem arranjado sofreu poucas modificações em quatro décadas. Ganhou caixa com 5 marchas; em 1994 trocou o motor Fiat 1,6 por 1,7 GM, teve versão diesel 1,9 Peugeot. Poucas mudanças estéticas em grade frontal e grupo óptico. Qualidade foi implementada com métodos alemães quando a Opel GM assumiu gestão da fábrica e há poucos anos quando Renault-Nissan a sucedeu.
Gestão francesa fez modificação frontal, incorporando para choques à carroceria, nova grade, rodas em liga leve – aqui aplicadas na versão Pantanal, preparada localmente. No Brasil apenas versão de 3 portas, mas existem com 5 e picape.
Quem entende credita o sucesso à mecânica simples, robusta, sem fricotes, e à completa ausência de eletrônica exceto para ignição e injeção nos últimos anos.
Queixas quanto à qualidade, simples entender. País sem liberdade de manifestação, fila de encomendas, anos para receber uma unidade, preocupação com qualidade e ganhos tecnológicos inexistiam. A onda capitalista saneou-o.
Pioneiro
Reclamações são tragadas pelo vórtice histórico. O Niva inventou o segmento do SUV pequeno. Toyota, Daihatsu, Suzuki o passaram a limpo e adensaram o caminho do pioneiro, hoje em multiplicidade de marcas, modelos e versões afogando o mercado.
No Brasil além das unidades importadas houve duas promessas de maior presença. Uma, exportador independente queria montá-lo no Uruguai, dando-lhe rótulo de produto regional mandando-o para o Brasil. Marketing manco, tinha-o com decoração de carro de luxo e preço elevado. Não vingou. Idem para a promessa de fábrica no estado do Espírito Santo. Lamentável. Neste país sem estradas asfaltadas seria o ideal.
Renault-Nissan quer aproveitar o conceito, partindo da plataforma jogo duro B90, base de Logan, Sandero, Duster, para fazer releitura do Niva. Será maior, melhor – mas apenas mais um. Charme não se terceiriza.
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