Utilitário alemão projetado especialmente para o papa São João Paulo II foi o primeiro a receber o nome ‘papamóvel’. Conheça a histórica dos Mercedes-Benz pontifícios
Thiago Ventura
Marca alemã comemora quatro décadas do primeiro veículo produzido exclusivamente para transportar um pontífice em aparições públicas. Durante visita à Alemanha em 1980, são João Paulo II utilizou um Mercedes-Benz 230 G branco com detalhes dourados. Até então os papas transitavam em limousines e veículos convencionais nos deslocamentos e desfiles, mas o carismático Karol Wojtyla queria estar mais próximo do público. Em 1979 ele utilizou um caminhão aberto FSC Star 660 durante visita à Polônia, quando surgiu a ideia de um modelo exclusivo.
Um Mercedes-Benz Classe G foi então especialmente desenhado, com um assento para o papa, instalado num painel elevado 40 cm e protegido por uma cúpula móvel alta e transparente em acrílico. Este projeto da marca germânica permitia ao papa permanecer visível, quer estivesse sentado ou de pé, para as centenas de milhares de pessoas que chegaram a participar em eventos. Várias luzes foram integradas nas laterais, no piso e no teto da superestrutura.
O modelo tinha um potente aparelho de ar condicionado automático, tanto para manter temperaturas agradáveis dentro da cúpula transparente no verão, como para evitar que os painéis embaçassem sob chuva e condições com altos níveis de umidade. O 320 G tinha bloco a gasolina de quatro cilindros de 102 cv, transmissão automática e suspensão calibrada para conforto mesmo em terrenos difíceis.
Após a tentativa de assassinato em 1981, a Mercedes-Benz substituiu o acrílico por vidro blindado. Além disso, adaptou o equipamento pontifício da Classe G às especificações de segurança atualizadas do Vaticano em 1983 e novamente em 1985.
O icônico Classe G acabou associado como papamóvel e acompanhou João Paulo II por várias viagens ao redor do mundo. Numa curiosidade, na viagem à Áustria em 1983, o símbolo da Mercedes foi trocado pela da Puch, marca local que pertencia ao então conglomerado Steyr-Daimler-Puch e que atualmente produz apenas bicicletas.
Um segundo papamóvel Classe G foi incorporado à frota em 1982. O 320 GE tinha as mesmas especificações externas, mas com motor melhorado para 125 cv. Ambos eram derivados de modelos off-road da Mercedes. O 320 G tinha placa com registro SCV 6, enquanto o 320 GE, tinha placa SCV 7. A marca doou ambos permanentemente ao Vaticano em 1982. O primeiro papamóvel exibido no museu de Stuttgart, retornou à Alemanha em 2004 e faz parte da coleção Mercedes-Benz Classic desde então.
Em novembro de 2007, o papa Bento XVI recebeu um G 500 branco (Série 463), apresentando um corpo de teto aberto e um para-brisa dobrável. Um novo papamóvel Classe M, mais luxuoso e todo fechado foi oferecido no 2012, quase no final do pontificado do papa alemão. Ao assumir, papa Francisco decidiu usar o modelo antigo de 2007, que permite maior contato com o público.
O Classe G 500 pode ser usado como um conversível ou com o teto transparente e à prova de intempéries. Esse foi o papamóvel usado durante a visita do papa Francisco ao Brasil em julho de 2013. A frota vaticana também possui um Mercedes-Benz M 500 4matic blindado, mas o papa argentino prefere trafegar em carros simples, em geral um Ford Focus hatch.
Veículos pontificais da Mercedes-Benz
A Mercedes-Benz fornece veículos para as viagens e aparições oficiais do líder da Igreja Católica há mais de 80 anos. O primeiro Mercedes-Benz para um papa foi um Nürburg 460 Pullman Saloon, fornecido a Pio XI em 1930. Na década de 1960, o papa João XXIII recebeu um Landaulet 300d com transmissão automática. Posteriormente, o papa Paulo VI fez uso de um Mercedes-Benz 600 Pullman Landaulet, seguido de um 300 SEL.
O primeiro carro do Vaticano foi um Itala 20/30 doado em 1909 pelo arcebispo de Nova York. Contudo o papa da época Pio X e o sucessor Bento XV não era avessos a transportes motorizados e nunca entraram num carro. Somente em 1925 que um papa teve carro, Pio XI e Bianchi Tipo 15, doado por fiéis de Milão. Nos anos 30 o Vaticano fez um chamado para oferecimento de carros oficiais e começou a tradição da Mercedes Benz.
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