Acionistas querem saber se Ford utiliza trabalho infantil na cadeia de suprimentos de carros elétricos
A Ford Motor Company se prepara para a reunião anual dos acionistas, marcada para 10 de maio. Entre outras pautas, a aprovação das contas da empresa no ano de 2022. No ano passado a marca teve lucro de US$ 10,4 bilhões, com margem operacional de 6,6%.
Além da pauta principal, alguns acionistas minoritários enviaram pautas para apreciação de todos os demais. Entre elas, está o pedido para que a empresa faça auditoria sobre trabalho infantil fora dos Estados Unidos, especialmente relacionado à mineração de metais pesados na fabricação de baterias.
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O pedido é da National Center for Public Policy Research, que detém ao menos US$ 2 mil em ações da Ford. A entidade pede que a montadora, a partir de 2024, informe aos acionistas sobre até que ponto seus planos de negócios com relação a veículos elétricos e suas estações de recarga podem envolver, contar ou depender de trabalho infantil.
Os acionistas estão preocupados sobretudo com o cobalto. Segundo estudo da Anistia Internacional, 59% do suprimento global de cobalto vem da República Democrática do Congo. No país africano, africano marcado, cerca de 40 mil crianças trabalham nas minas desse mineral.
“Os acionistas têm o direito de saber até que ponto, se houver e intencionalmente ou não, os planos de negócios da Ford dependem ou envolvem a exploração direta ou indireta do trabalho infantil e/ou a violação dos direitos humanos das crianças trabalhadoras fora dos Estados Unidos”, diz a proposta 6 apresentada aos acionistas.
Apesar da nobreza do gesto, o conselho de administração da Ford recomenda que a medida seja negada. A matéria por todos que detêm ações da Ford. Contudo, como a família do fundador detém maioria das ações e peso de voto 36/1, dificilmente uma medida proposta por acionistas minoritários consegue prevalecer.
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