Montadora alemã espionava funcionários e enviava lista negra para o Dops. Volkswagen contratou historiador para investigar casos de tortura no Brasil
Um passado sombrio da marca alemã começa a ser revelado: uma investigação externa, encomendada pela própria Volkswagen, comprova que a filial brasileira colaborou ativamente com a ditadura militar (1964-1985), inclusive com anuência da matriz em Wolfsburg!
Reportagem conjunta do jornal Süddeutsche Zeitung e das emissoras estatais NDR e SWR, publicada nesse domingo na Alemanha, detalha a atuação da montadora, de acordo com dados obtidos com exclusividade. A Volkswagen do Brasil espionava seus funcionários e elaborava uma “lista negra”, enviada ao Departamento de Ordem Política e Social (Dops), órgão de repressão do governo militar. Os metalúrgicos classificados como “subversivos” eram presos e torturados.
“Operários eram presos na planta da fábrica e, em seguida, torturados: a colaboração da Volkswagen com a ditadura militar brasileira foi, aparentemente, mais ativa do que antes presumido”, escreveu o Süddeutsche Zeitung.
Repórteres alemães analisaram documentos corporativos localizados no Brasil e na sede alemã, papéis classificados como secretos pelo Dops e relatórios confidenciais do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha. Os documentos sugerem que a matriz da Volks tomou conhecimento do que era feito no Brasil.
Além do que foi revelado pela imprensa alemã, investigação feita pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), afirma que a VW cedeu galpões em São Bernardo do Campo para o regime militar, usados como centros de detenção e tortura. Segundo a CNV, a montadora doou 200 veículos ao governo brasileiro, que foram usados na repressão.
Em novembro de 2016, o Grupo Volkswagen nomeou o historiador Christopher Kopper para investigar o que aconteceu no Brasil. O estudo fica pronto até o fim deste ano, mas Kopper já confirmou a existência de “uma colaboração regular” entre a filial brasileira e o órgão policial do regime militar.
Texto: redação e Deutsche Welle
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