A subsidiária argentina da Chevrolet divulgou neste começo de junho que planeja aumentar a produção do Tracker na fábrica de Santa Fe no final deste ano. Mas como isso afeta o Brasil? Acontece que, para atender à demanda do SUV compacto, a fabricante decidiu interromper a produção do Cruze e do Cruze Sport6.
Essa mudança provavelmente ocorrerá nos últimos meses de 2023, o que significa que é muito provável que até o final do ano, o Cruze e o Cruze Sport6 sejam descontinuados no mercado brasileiro. Em um breve comunicado, a Chevrolet não mencionou se algum outro modelo médio será produzido na fábrica argentina.
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A fábrica de General Motors na cidade de Santa Fe aumentará a produção do Tracker para atender à crescente demanda por este SUV, que se tornou o mais vendido do mercado e da região na América do Sul. Em maio, foi alcançada a marca de 25.000 unidades produzidas, um marco impressionante apenas alguns meses após o início da produção em meados de 2022. A produção do Tracker na Argentina não só permitiu que a GM conquistasse novos mercados de exportação, como a Colômbia, mas também aumentou a disponibilidade deste veículo no mercado local, tornando-o rapidamente um dos líderes de vendas.
Quanto ao Cruze, sua produção continuará até o final de 2023. O modelo foi produzido na Argentina por oito anos. No entanto, desde 2018, a fábrica de Santa Fe era a única no mundo que ainda fabricava o hatch e o sedã, após a decisão da General Motors de encerrar a produção do modelo e fechar cinco fábricas na América do Norte.
A descontinuação do Cruze marca o fim de uma longa história de sedãs médios e grandes da Chevrolet no Brasil. Essa trajetória teve início em novembro de 1968 com o icônico Opala, primeiro automóvel de passeio da GM fabricado no Brasil. E se seguiu com veículos clássicos como Monza, Omega, Astra e Vectra. A marca também já importou o Malibu, trazendo opções sofisticadas para os consumidores brasileiros.
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Com a decisão de encerrar a produção do Cruze e a chegada da nova linhagem de carros elétricos da Chevrolet, não está prevista a introdução de novos sedãs. A estratégia da montadora agora está focada em SUVs e picapes, segmentos que têm ganhado cada vez mais popularidade no mercado automotivo.
Essa tendência é reflexo das mudanças nas preferências dos consumidores, que buscam veículos mais versáteis, espaçosos e com maior altura em relação ao solo. Os SUVs oferecem essas características, combinando conforto, capacidade off-road e um visual robusto.
Neste ano, por exemplo, Cruze hatch e sedã venderam apenas 632 unidades no país entre janeiro e maio. No mesmo período, o Tracker vendeu 15.922. Com o espaço disponível na linha de produção argentina, a Chevrolet planeja aumentar a oferta do SUV compacto na América Latina.
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