O ano de 2022 pode ter representado o fim da dificuldades do setor automotivo em relação à crise de semicondutores. Pelo menos por enquanto. Segundo números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), revelados nesta sexta (06), a produção de veículos em 2022 teve alta de 5,4% com 2,37 milhões de unidades fabricadas. Para este 2023, contudo, o cenário será desafiador no segmento de ônibus e caminhões.
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De acordo com os dados da Anfavea, dezembro de 2022 registrou o maior volume de vendas no ano, com 216,9 mil unidades licenciadas, superando em 4,8% o mesmo mês do ano passado. Esse número é considerado estável, já que ficou 0,7% abaixo do acumulado de 2021. Por outro lado, as fabricantes comemoram dados positivos de produção e exportação.
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“Depois de um primeiro quadrimestre muito difícil em função da falta de semicondutores, o setor acelerou o ritmo e conseguiu atender parte da demanda reprimida nos mercados interno e externos”, declara Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea. O dirigente aponta que a redução das paralisações nas fábricas e melhora na logística de componentes ajudaram na produção de veículos em 2022.
O que chamou a atenção na indústria automobilística em 2022 foi a exportação. Com mais de 480,9 mil autoveículos, o país registrou alta de 27,8% sobre 2021. O número surpreende por conta da crise na Argentina, país que impôs dificuldades na importação para conter a inflação. Porém, vendas para o México, Colômbia e Chile, permitiram esse bom resultado no ano.
Outro ponto positivo nessa operação está na receita. Os valores cresceram 37,6%, por conta do envio mais significativo de veículos com maior valor agregado, como SUVs, caminhões e ônibus. Neste próximo ano, porém, a exportação deverá cair 2,9% com cerca de 467 mil unidades.
As montadoras ainda sonham com a volta do desempenho dos idos de 2013, quando a produção era na casa de 4 milhões. Sendo realista, o setor acredita no crescimento de 2,2% neste 2023 sobre o ano anterior. Espera-se alta de 4,2% para automóveis e comerciais leves e queda de 20,4% para caminhões e ônibus.
A Anfavea acredita que o setor de pesados será impactado pela mudança da regra de emissões para o Proconve P8, que deve provocar um inevitável reajuste de preços. Considerando as vendas, a entidade aposta em alta de 3,3% nas vendas internas e automóveis e comerciais leves, mas uma queda de 11% dos veículos pesados.
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