Uma má notícia para os clientes interessados em comprar carros elétricos e híbridos: é que o governo federal anunciou de forma oficial o retorno do imposto de importação para esses veículos. A medida foi tomada nesta sexta-feira (10/11) pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
LEIA:
Dono protesta com Volvo XC40 queimado na porta da concessionária
GWM Haval H6 vende mais que Corolla Cross em maio
VÍDEO | Nissan Sentra 2023 Exclusive ganha pelo design e conforto
Jeep Renegade é investigado pelo MP por grave defeito
Novo carro popular: Governo reduz imposto para modelos até R$ 120 mil
Na teoria, a proposta é para “desenvolver a cadeia automotiva nacional, acelerar o processo de descarbonização da frota brasileira e contribuir para o projeto de neoindustrialização”. Mas na prática o que vai acontecer é o carro elétrico e híbrido ficar mais caro em detrimento aos nacionais, que não contam com tecnologias tão avançadas.
As porcentagens das alíquotas de tributação serão baseadas nos níveis de eletrificação e processos de produção de cada modelo, incluindo a produção nacional. Para carros híbridos, a alíquota começará em 12% em janeiro de 2024, aumentando para 25% em julho de 2024, 30% em julho de 2025 e finalmente atingindo 35% em julho de 2026. Para híbridos plug-in, as alíquotas serão de 12%, 20%, 28% e 35% nas mesmas datas. Para veículos elétricos, as alíquotas serão de 10%, 18%, 25% e 35%.
Siga o Instagram do Carro Esporte Clube
Inscreva-se em nosso canal no YouTube
Assine nosso canal no Telegram
No caso de “automóveis elétricos para transporte de carga”, também conhecidos como caminhões elétricos, a tributação começará em 20% em janeiro de 2024 e atingirá 35% já em julho de 2024. A rápida retomada da alíquota total nesse segmento se deve à existência de produção nacional suficiente.
Além das alíquotas de imposto, a resolução estabelece cotas para importação com isenção até 30 de junho de 2026. As cotas variam de acordo com o tipo de veículo e seu valor. Por exemplo, para carros híbridos, as cotas serão de US$ 130 milhões até junho de 2024, US$ 97 milhões até julho de 2025 e US$ 43 milhões até junho de 2026.
Para carros híbridos plug-in, as cotas serão de US$ 226 milhões, US$ 169 milhões e US$ 75 milhões nas mesmas datas. Para veículos elétricos, as cotas serão de US$ 283 milhões, US$ 226 milhões e US$ 141 milhões. Caminhões elétricos terão cotas de US$ 20 milhões, US$ 13 milhões e US$ 6 milhões.
O próximo passo é a publicação de uma portaria que regulamentará a distribuição dessas cotas entre os importadores, com a possibilidade de inclusão de novos participantes no mercado.
Para dourar a pílula, o o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin declaro que a medida visa estimular a indústria nacional. Mas na prática onera os concorrentes que justamente estavam obrigando as marcas tradicionais a reduzir os preços de carros elétricos.
“O Brasil é um dos principais mercados automobilísticos do mundo. Temos de estimular a indústria nacional em direção a todas as rotas tecnológicas que promovam a descarbonização, com estímulo aos investimentos na produção, manutenção e criação de empregos de maior qualificação e melhores salários”, disse Alckmin.
Empreiteiras contratadas pela BYD vão pagar R$ 40 milhões em indenização devido ao caso de…
Aumento do ICMS começa a partir de 1º de janeiro de 2026 após aprovação pelos…
Marca de brinquedos de montar escolhe Iveco Crossway Line para transporte de trabalhadores. Ônibus será…
Sedã médio recebe reestilização na China e fica parecido como Prius. Toyota Corolla tem motor…
Triângulo Mineiro conta com concessionária da marca chinesa. Carbel Omoda Jaecoo Uberlânida chega com investimento…
Volkswagen Gol ultrapassa 45 anos de história como referência da indústria automotiva brasileira. relembre os…