Sucata Porsche Boxster S 2010 é oferecida pela Sompo Seguros. Esportivo sofreu perda total, mas revenda de peças e partes pode dar lucro
Um Porsche Boxster S 2010 é oferecido em um leilão pelo lance inicial de R$ 24 mil. Contudo, o esportivo alemão já foi baixado como sucata e poderá ser utilizado apenas no reaproveitamento e comercialização de partes e peças.
A sucata Porsche é um dos mais de 300 lotes de leilão on-line que vai até a próxima segunda (18). O veículo pertence à Sompos Seguro S/A e tinha placas NWL-1981 e chassi recortado WP0CB2989AS730135. Esses elementos foram suprimidos, uma vez que ele não poderá voltar a circular.
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Esse veículo está com lance atual de R$ 28,5 mil, mas há oportunidades com diversos valores, com lance atual a partir de R$ 200. Além dele, o pregão contará com carros de passeio e utilitários, motos, caminhões, ônibus e carrocerias. Os lotes podem ser consultados no site da organização (clique aqui).
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, é considerado sucata todo veículo que não esteja mais apto a trafegar. O mesmo Código também garante que esses veículos podem ser “destinados à reciclagem, independentemente da existência de restrições sobre o veículo”. Assim, é possível, em um leilão, adquirir lotes originais e em boas condições a preços bem mais em conta que o mercado. É o caso dessa sucata Porsche.
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“Esse tipo de leilão, além de dar destinação correta para esse tipo de material, minorando, assim, os efeitos nocivos que as sucatas de veículos podem trazer ao meio ambiente, traz feito direto nos negócios da chamada economia circular, pois proporciona, cada vez mais, excelentes oportunidades de ganhos para revendedores de peças e sucatas”, diz Flávio Cunha Sodré Santoro, leiloeiro oficial da Sodré Santoro.
No Brasil, de acordo com as projeções do Sindicato do Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa e Não Ferrosa do Estado de São Paulo (Sindinesfa), apenas 1,5% das carcaças de carros velhos e abandonados é reciclada. Isso acontece em razão do descarte e armazenamento, por exemplo, em ferros-velhos em todo o País. Esses procedimentos são geralmente feitos de forma desorganizada e sem os cuidados necessários. Elas não têm o destino certo e acabam enferrujando e prejudicando o ecossistema ao seu redor. Saliente-se que o metal descartado inadequadamente pode levar até 500 anos para se decompor.