Uma boa notícia no campo da neoindustrialização no Brasil. A Stellantis, grupo que controla Fiat, Jeep, Ram, Peugeot e Citroën, dentre outras marcas, confirmou que terá produção na América do Sul de veículos eletrificados. A montadora vai iniciar, já em 2024, a venda de carros com o conjunto Bio-Hybrid, o nome do sistema híbrido da empresa.
Siga o Instagram do Carro Esporte Clube
Inscreva-se em nosso canal no YouTube
Assine nosso canal no Telegram
Mais do que importar produtos e tecnologias eletrificadas, a empresa vai produzi-los no Brasil. E para isso, desenvolveu quatro plataformas, sendo que três combinam um produto já consolidado no país: o etanol. E o bom é que a tecnologia chegará ao mercado já no próximo ano!
As plataformas de tecnologia de motopropulsão híbrida foram apresentadas à imprensa no Polo Industrial de Betim (MG). Elas foram desenvolvidas pelo Tech Center Stellantis na América do Sul, em colaboração com fornecedores e pesquisadores. Segundo a empresa, todas as três fábricas do grupo no país, Betim (MG), Goiana (PE) e Porto Real (RJ), podem fabricar os produtos – inclusive carros 100% elétricos!
Siga o Instagram do Carro Esporte Clube
Inscreva-se em nosso canal no YouTube
Assine nosso canal no Telegram
Segundo o presidente da Stellantis na América do Sul, Antonio Filosa, as novas tecnologias estão de acordo com o plano Dare Forward 2030, com objetivo de reduzir as emissões de CO2. Para o Brasil, a expectativa é contar com 20% dos produtos elétricos em 2030 e com uma vantagem: produção local.
“É uma oportunidade de reindustrialização e de reconfiguração da indústria nacional de autopeças, que é diversificada, complexa e muito importante para a e economia brasileira”, afirma o executivo. Filosa também confirmou que os conjuntos híbridos serão aplicados em todas as marcas, inicialmente nas de grande de vendas: Fiat e Jeep.
O movimento é muito interessante e coloca a empresa numa posição privilegiada em relação as concorrentes, em especial Volkswagen e Chevrolet. Apesar de não falar claramente, é um resposta à investida das marcas chinesas Great Wall Motors (GWM) e BYD, que vão fabricar carros eletrificados no país. Ou seja, a Stellantis não vai deixar o “cachimbo cair” e terá seus próprios produtos para encarar a concorrência.
O sistema Bio-Hybrid surgiu dos estudos feitos pelo projeto Bio-Electro. Após análise industrial, a empresa revela quais serão suas plataformas eletrificadas, com destaque para sistemas híbrido flex:
Trata-se de uma plataforma híbrido “de entrada” na eletrificação: o motor ganha dispositivo elétrico multifuncional que gera torque adicional para o motor térmico e energia elétrica para carregar a bateria adicional de Lítio-Íon de 12 Volts, reduzindo o consumo de combustível. Essa engenharia mais simples pode ser amplamente aplicada, inclusive em veículos mais baratos!
O segundo degrau das plataformas, nesse caso já conta com dois motores elétricos e uma bateria de Lítio-Íon de 48 Volts. O conjunto híbrido leve é voltado para eficiência e economia, com uma gestão eletrônica que permite operação térmica, elétrica ou híbrida.
Terceiro nível da eletrificação híbrida flex, a plataforma Bio-Hybrid Plug-in: possui uma bateria de Lítio-Íon de 380 Volts que pode ser recarregada por meio do motor térmico do veículo, por sistema de regeneração ou fonte de alimentação externa elétrica, otimizando eficiência e economia. É um conjunto híbrido semelhante ao presente no Compass 4Xe, mas com produção local.
Plataforma para veículos movidos à bateria, nesse caso o carro é totalmente impulsionado por um motor elétrico de alta tensão. O bloco e alimentado por uma bateria recarregável de 400 Volts, oferece torque instantâneo e desempenho responsivo. Segundo a Stellantis, nesse caso seriam EVs com potência a partir de 122 cv e baterias de, ao menos, 44 kWh.
De acordo com a Stellantis, todas as fábricas brasileiras da empresa podem produzir veículos de qualquer uma dessas plataformas. Além do trabalho de engenharia, também o Safety Center de Betim está recebendo investimento para avaliar segurança de carros elétricos, o que inclui teste de mergulho dos carros.
“Devido à sua matriz energética, o Brasil tem a oportunidade de fazer uma transição mais planejada e menos onerosa, aproveitando-se da gradual redução dos custos decorrentes da massificação da tecnologia”, explica João Irineu, VP de assuntos regulatórios da Stellantis para América do Sul
A diretoria da empresa conseguiu provar para a matriz que combinar o etanol com a eletrificação é uma alternativa competitiva para a redução das emissões de CO2 e para tornar a mobilidade mais sustentável. Essa transição é essencial para garantir uma mobilidade de baixo carbono, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil, onde os veículos elétricos ainda têm custos elevados.
Todavia, a entrada das montadoras chinesas como BYD e GWM parece ter impulsionado ainda mais os planos da Stellantis. Tanto que já confirmou que terá carro 100% elétrico feito por aqui até 2030. Porém, acredito muito que essa data será antecipada com o possível sucesso dos modelos eletricos chineses que serão fabricados a aqui a partir, a tardar, 2025 ou 2026.
LEIA:
Dono protesta com Volvo XC40 queimado na porta da concessionária
GWM Haval H6 vende mais que Corolla Cross em maio
VÍDEO | Nissan Sentra 2023 Exclusive ganha pelo design e conforto
Jeep Renegade é investigado pelo MP por grave defeito
Novo carro popular: Governo reduz imposto para modelos até R$ 120 mil
Empreiteiras contratadas pela BYD vão pagar R$ 40 milhões em indenização devido ao caso de…
Aumento do ICMS começa a partir de 1º de janeiro de 2026 após aprovação pelos…
Marca de brinquedos de montar escolhe Iveco Crossway Line para transporte de trabalhadores. Ônibus será…
Sedã médio recebe reestilização na China e fica parecido como Prius. Toyota Corolla tem motor…
Triângulo Mineiro conta com concessionária da marca chinesa. Carbel Omoda Jaecoo Uberlânida chega com investimento…
Volkswagen Gol ultrapassa 45 anos de história como referência da indústria automotiva brasileira. relembre os…